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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Elefantes em Chiang Mai

Existem muitos "parques", santuários de elefantes em Chiang Mai, optamos em conhecer o Elephant Park, (Maetaeng Elephant Park). Ele está localizado nas margens do rio Maetaeng no belo Vale Maetaman, a apenas 50 quilômetros ao norte de Chiang Mai, no norte da Tailândia. 



Se preferir você pode até ficar hospedado em alguns dos hotéis nas margens do rio ou se inscrever em alguns dos programas de voluntariado do parque. 


Muitos elefantes passaram seus primeiros anos na industria de madeira, alguns foram trazidos doentes e machucados para a Maetaeng Elephant Park & Clínica. 



Começamos nosso passeio em cima do elefante, caminhando pelo rio. O passeio é muito legal, passamos por partes aonde o rio tinha bastante correnteza, o grandalhão nem sentia. 


Depois de subir um trecho do rio em cima dos elefantes precisamos seguir o caminho em um típico carro de boi até chegarmos ao "teatro" aonde acontecerá demostrações e apresentações de elefantes. 


O parque prega que está dedicado a proteger os elefantes asiáticos e que luta pelo bem estar dos mesmo, mas neste momento me senti em um circo, com shows e apresentações de elefantes jogando futebol e pintando quadros. 


Após o show, descemos o rio, um tipo de rafting em canoa de bambu, típica da região. Nosso guia nos comentou que um dos filmes Rambo foi filmado por aqui.


O passeio foi mágico, pudemos até dirigir a canoa  risos! Tentei um pouco mas deixei essa parte para meu marido e nosso guia.


O passeio vale muito a pena, pode ser feito em meio período, por conta própria de táxi, em grupos ou particular. Nossos passeios foram todos com guia privativo falando espanhol ou português,  quase todos foram agendados direto do Brasil pela Kangaroo Tours. 


Chiang Mai

Ficamos hospedados no hotel Sala Lanna, muito bem localizado, perto de vários restaurantes com música ao vivo e comida thai,  próximo do mercado de flores, do mercado de alimentos locais e do night market. 


 O hotel conta com uma linda piscina com vista para o rio, os quartos são confortáveis e o atendimento é bom.


O restaurante do hotel é uma grande surpresa, italiano com ótimas massas e pizzas principalmente se contarmos que estamos no norte da Tailândia. Na noite do nosso aniversário ganhamos um jantar com menu degustação feito especialmente pelo chef para nós. Ele preparou diversos pratos típicos do norte da Tailândia, foram sabores muito diferentes e interessantes de provar. 


O The Good View ficava ao lado do nosso hotel, era uma ótima opção para vivenciar a cultura local. O barzinho ficava lotado todas as noites e pudemos perceber que  os tailandeses adoram musica da década de 80  risos!



Pudemos conhecer um pouco da cidade caminhando desde o hotel. Passamos por diversos templos, entre eles este templo budista chinês, se repararem irão perceber que sua arquitetura é completamente diferente dos templos budistas tailandeses. 


 No caminho cruzamos pelo mercado das flores e pelo mercado de comida local. 


O mercado de alimentos é muito exótico, não só pela diversidade dos alimentos mas pela forma que são armazenados. Todos sem refrigeração!


Podemos ver muitos animais vivos sendo vendidos. Entre eles peixes, tartarugas e essas enguias. 


Um dos produtos mais existentes nos mercados são esses peixes secos, eles estão prontos para o consumo. 



Depois seguimos passeando pela cidade e pudemos observar inúmeras joalherias nas ruas, tudo muito diferente dos nossos costumes. 


Um dos lugares que eu mais gostei de Chiang Mai foi o Night Market. Ele fica localizado em um bairro lotado de lojas, restaurantes, lojas de massagens e todo tipo de comércio em barraquinhas. 



As barraquinhas que existem nas ruas oferecem uma variedade absurda de produtos e souvenirs mas se preferir algo personalizado, com qualidade, feito por artistas, entre em uma das inúmeras galerias da rua. 


O lugar preferido do marido eram as lojinhas que realizavam massagem. Uma massagem de meia hora nos pés não sai por mais de 5 dólares. 


Neste dia eu arrisquei a massagem feita pelos peixes. Neste processo você deve colocar os pés dentro de um "aquário" para que os peixes possam fazer uma limpeza das impurezas, comendo todo tipo de pele morta dos pés.  



Chiang Mai é o ponto de partida para diversos passeios, nos próximos posts estarei falando deles, elefantes, tigres, mulheres girafas, plantações de arroz, fazenda de orquídea e até rafting em jangada de bambu!

Templos em Chiang Mai

Chiang Mai é a segunda maior cidade da Tailândia e conta com mais de 300 templos. 




Chiang Mai é considerada a capital espiritual do país. Nosso voo que partiu de Bangkok durou um pouco mais de uma hora e meia.


Visitamos alguns templos, entre eles o Wat Chedi Luang. Um templo completamente diferente dos demais que visitamos, sua construção se iniciou no século XIX, quando o Rei Saen Muang planejou enterrar as cinzas de seu pai no local, ficou inacabado por um período e posteriormente concluído pela viúva do rei. 


O famoso Buda Esmeralda (atualmente no Palácio de Bangkok)  já esteve abrigado neste templo mas infelizmente não é possível visitar seu interior devido a um terremoto em 1545. 


Ao lado dele existem outros templos muito bonitos, onde a visitação é permitida, lembre-se sempre de retirar os sapatos e se vestir apropriadamente. 



Seguimos para o templo Wat Phan, sua construção iniciou-se em 1864,  feito inteiramente de madeira teca. Logo na entrada podemos observar a imagem do pavão protegendo um cão, uma homenagem ao imperador nascido no ano do cachorro. 


Como de costume, compramos moedinhas para jogar nos inúmeros potes. No templo Wat Phra Singh nossa guia nós ensinou um pouco sobre o budismo, como eles rezam e fazem oferendas.


O principal templo da cidade é Wat Phra Doi Suthep, ele fica a uns 40 minutos de carro desde o centro da cidade. Ele foi construído a mais de mil metros de altura no topo de uma montanha. 


Existe um funicular para facilitar a subida ao templo, nós subimos por ele descemos pela escadaria. Ambas opções são bonitas!


A escadaria é linda, rodeada por imagens de Naga em mosaicos coloridos. Segundo a mitologia, Naga protegeu Buda da tempestade, se tornando um guardião, sendo usado em muitos Templos. 


Várias imagens de Buda se espalham em pequenos altares, representando os 7 dias que levou Buda do nirvana e à sabedoria plena. Nossa guia nós comentou que existe um horoscopo conforme o dia da semana que você nasceu.


O passeio termina nas barraquinhas de souvenir que se concentram à beira da estrada, bijuterias, artesanato, velas, flores de lótus e todo tipo de oferenda são vendidas. 

Tribo das mulheres girafas

Em uma região montanhosa no norte da Tailândia fica localizada a tribo das mulheres girafas. Tribos que, há cerca de 60 anos, fugiram da brutalidade do regime militar na vizinha Myanmar (antiga Birmânia). 



O povo é muito simpático, sempre sorridente, algumas são tímidas outras adoram conversar, uma das meninas arranhava um ótimo espanhol e já sabia lidar com a negociação dos produtos.


Durante nosso passeio não cruzamos com nenhum homem ou menino, nosso guia nos explicou que os homens estavam trabalhando no campo e os meninos estudando. Segundo as tradições os anéis são colocados nas meninas ainda muito jovens, acredita-se que os anéis sejam considerados simbolo de beleza e riqueza. 



Elas acreditam que a beleza da mulher é correspondente ao tamanho do seu pescoço, também são usados aros nos pulsos, tornozelos para que os mesmos afinem. Até o final de suas vidas, elas podem carregar 20 kilos de aros distribuídos pelo corpo. 


Eles são colocados a partir dos 5 anos de idade, as argolas não fazem o pescoço ficar maior e sim pressionam os ossos da clavícula, fazendo uma deformação da caixa torácica.


Esta é uma das senhoras mais idosa da tribo, ficamos impressionados com a quantidade de anéis. 


Existem algumas lendas sobre o uso dos anéis, a mais interessante é que as mulheres tinham medo de ser atacadas pelos diversos tigres que habitavam a região, os colares seriam para proteção, já que eles atacariam a região no pescoço. 


Fomos conhecer a creche, "escolinha" das crianças, elas estavam descansando, foi um momento muito bonito poder conhecer um pouco dessa cultura tão diferente.